terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ah a REVOLTA!

Hoje, um dia quente como quase todos ultimamente... meu dia começou como qualquer outro, me levantei, tomei banho, tomei café, e fui (infelizmente) trabalhar...

Estava eu atendendo normalmente como qualquer outro dia... Eis que de repente meu dia mudou da água para o vinho! Fui atender uma ligação em inglês, uma que julguei ser apenas mais um atendimento rotineiro... Mas não era!

Uma senhora de idade estava na disney world. Alguns detalhes apenas para pôr vocês leitores à par da história, ela tinha 70 anos de idade, não falava uma palavra de inglês e estava com um marido mais inútil que os netos que estavam com ela...

Agora a história da velhinha: Ela comprou uma passagem para uma atração da disney (sabe-se lá Deus como, já que, como eu disse, ela não falava uma palavra em inglês), e APÓS, sim, APÓS, entrar na atração ela notou que era a atração errada, que não era aquilo que seus netos queriam ver... Foi então que ela teve a brilhante idéia de ir até a administração do parque para trocar suas passagens... É claro que não foi possível pois no verso do bilhete para a atração estava escrito "non-refundable" (não-reembolsável), mas a cliente não queria nem saber, ela queria mesmo era o reembolso do bilhete.

Foi então que ela resolveu ligar para a central de atendimento. Francamente eu não consigo entender os clientes daquele banco... Eles acham que o cartão resolve TUDO!

Você tem câncer em estado avançado?
O cartão resolve!
Você tem AIDS?
O cartão resolve!
Você está devendo para o banco e não deseja pagar?
Está tudo bem! O cartão perdoa sua dívida!

Enfim, a velhinha me pôs para falar com a funcionária da disney (muito simpática e prestativa por sinal), ela me disse, que, apesar do valor não ser reembolsável, ela ofereceu passagens para quatro brinquedos para compensar o valor gasto erroneamente, mas é claro que, como toda boa cliente ela não quis a solução simples, e partiu para a briga, a desculpa dessa vez era que as filas estavam muito grandes.

As filas segundo a funcionária do parque estavam de aproximadamente 30 minutos, fato esse que ocorre aproximadamente uma vez por mês. E, pensando bem, até as filas do playcenter aqui no Brasil são maiores.

Mas enfim, eu realmente não consigo entender a mente dos clientes do banco...

Será que algum dia a ciência conseguirá explicar o pensamento dessa mulher citada acima? Deixo meu registro neste blog esperando que sim...