Não sei por que sinto tanta vontade de escrever. Talvez tenha muita coisa a expressar, a dizer...
Creio que só agora percebo que estou em meio a um processo de transição. Muitas das experiências pelas quais passei recentemente, e uma súbita compreensão de experiências, por vezes dolorosas, anteriores, me leveram a este processo de mudança. Não entendo muito bem o que estou sentindo, a queda de certas "máscaras", por assim dizer, foi a responsável por isso. De uns tempos para cá eu prometi que iria ser totalmente honesto comigo mesmo e com meus sentimentos, ou seja, não iria tentar abafar os meus impulsos de fazer algo, ou de sentir algo.
Mas mesmo assim, algumas máscaras e alguns dogmas implantados em mim antes desse período de auto-análise permaneceram vivos impedindo que eu me visse com nitidez.
Uma experiência, num passado tão distante (que agora parece a léguas de distância) me ensinou que por mais que você deseje ajudar alguém, algumas pessoas não querem ser ajudadas, ou que ainda não cresceram o bastante para tal.
Outra experiência, mais recente dessa vez, ainda muito vívida queimando a minha consciência, me mostrou que por mais que eu queira algo, não estou disposto a magoar ninguém no processo, pois isso me é muito doloroso, talvez até mais do que para a pessoa em questão, o que, é claro, não posso afirmar com certeza, pois a dor não é mensurável, ao contrário do que muitos pensam, e, além disso, não gosto de pessoas com síndrome de mártir, que se consideram vítimas da circunstâncias e vítimas da vida.
Talvez minha concepção da vida ainda seja muito inocente, mas do alto dos meus (apenas) dezenove anos, eu creio que ninguém seja vítima da vida. Nada pode forcá-lo a seguir por um caminho, com força de vontade, e um pouco (ou muito) esforço, você pode alterar sua trilha, ninguém pode forçá-lo a vestir uma máscara, e, na verdade nós a vestimos por medo, e digo nós pois já coloquei e ainda coloco muitas máscaras devido ao meu medo, medo da solidão, medo da incompreensão, do isolamento, da exclusão, pelo menos esses são os MEUS medos.
Creio ser impossível viver sem essas máscaras, mas você tem de retirá-las de vez em quando, mesmo que ninguém veja, para que pelo menos você possa se ver e conhecer seus próprios tabus, seus próprios medos e suas próprias inseguranças.
quarta-feira, 12 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
Mais um dia de verão
Hoje, um dia quente de verão, diga-se de passagem um ótimo dia quente de verão para muita gente, mas não para mim, euprefiro o frio, talvez seja a minha necessidade de ser diferente, talvez seja a minha necessidade de ser triste, afinal é muito mais fácil num dia nublado.
Mas não é sobre o tempo que desejo escrever, é sobre uma pessoa. Uma pessoa que conheci hoje, uma garota, uma simpática e bonita, coisa rara de se achar nos dias de hoje.
É incrível como posso gostar tanto de uma pessoa com meia hora de conversa. Conversa essa, aliás, que girou a maior parte do tempo em torno de trabalho, alguma coisa sobre animê e mangá, e também sobre o namorado, ah, o namorado, sempre há um...
Mas realmente, não é ele que me incomoda. Não, não é isso que aperta meu peito, o que o aperta é que eu sinto que deixei passar uma oportunidade com alguém, como casal eu digo, pois afinal esse não é o único tipo de relacionamento que pode-se manter, mas uma amizade talvez. Pelo pouco que eu vi, e pelo que minha intuição me diz, ela era uma pessoa simpática que gosta de ajudar. Eu gosto de pessoas assim. Talvez por eu ser simpático (ou pelo menos tentar) e gostar de ajudar as pessoas.
Sinto que talvez seja uma oportunidade perdida, talvez até perdida para sempre, e não pretendo mais perder oportunidades, de conhecer pessoas, de fazer algo que gosto, enfim, de ser uma pessoa melhor.
Mas não é sobre o tempo que desejo escrever, é sobre uma pessoa. Uma pessoa que conheci hoje, uma garota, uma simpática e bonita, coisa rara de se achar nos dias de hoje.
É incrível como posso gostar tanto de uma pessoa com meia hora de conversa. Conversa essa, aliás, que girou a maior parte do tempo em torno de trabalho, alguma coisa sobre animê e mangá, e também sobre o namorado, ah, o namorado, sempre há um...
Mas realmente, não é ele que me incomoda. Não, não é isso que aperta meu peito, o que o aperta é que eu sinto que deixei passar uma oportunidade com alguém, como casal eu digo, pois afinal esse não é o único tipo de relacionamento que pode-se manter, mas uma amizade talvez. Pelo pouco que eu vi, e pelo que minha intuição me diz, ela era uma pessoa simpática que gosta de ajudar. Eu gosto de pessoas assim. Talvez por eu ser simpático (ou pelo menos tentar) e gostar de ajudar as pessoas.
Sinto que talvez seja uma oportunidade perdida, talvez até perdida para sempre, e não pretendo mais perder oportunidades, de conhecer pessoas, de fazer algo que gosto, enfim, de ser uma pessoa melhor.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Mim mesmo...
Não sei muito bem por onde começar (acho que esse já é um começo afinal, não?). Estava hoje lendo um livro de Paulo Coelho ("Onze Minutos", muito bom por sinal), conta a história de uma pessoa se descobrindo, e descobrindo um amor...
Acho que isso despertou em mim a curiosidade de pensar em como sou e nas minhas decisões.
Há aproximadamente um ano, terminei com uma namorada, uma pessoa com quem eu mantive uma relação mais ou menos parecida com a relação mantida pelo casal do livro, acabei cortando relações com essa pessoa por causa (ou pelo menos foi que eu pensei na época), de sua ingenuidade e falta de segurança... E prometi a mim mesmo que voltaria a falar com ela dentro de um ano...
Creio que passei muito tempo me convencendo de que seria o certo a fazer, o certo para mim e para ela...
Acho realmente que não me faria bem tornar a vê-la, talvez isso quebrasse a minha certeza de que a coisa certa foi deixá-la, mas agora, após a leitura de um livro e alguns solitários momentos de reflexão no trem, a verdade me atingiu como um raio, agora sei que não quero me reencontrar com ela pois creio, que agora, lúcido do que sinto, que encontrá-la poderia estragar a lembrança do que tivemos, estragar o amor que eu senti, e, acreditem, eu sei que ela me amava também, pois eu sempre olho nos olhos das pessoas e os olhos, por mais brega que isso pareça são mesmo as janelas da alma. Um amor despreocupado, livre do mundo, livre dos tabus. Foi duro para mim voltar a ser meu "eu normal", ser como todo mundo, em busca de algo que não sei o que é, e muito menos quando vou encontrar.
Talvez encontrá-la seja devastador para mim, saber que fomos apenas mais um casal. Gostaria de pensar que sou diferente, mas a verdade é que não sou, sou um homem como qualquer outro, e não estou dizendo de forma alguma que os homens, ou as pessoas para ser mais abrangente, sejam iguais.
Coloco nestas linhas todo o meu desejo e a minha esperança de que tudo que eu vivi seja real pois para mim tudo que eu sinto é real. Guardo a certeza de que tudo que uma pessoa sente e pensa, se para ela é real e honesto, então é verdade, mesmo que seja apenas por uma fração de segundo.
Acho que isso despertou em mim a curiosidade de pensar em como sou e nas minhas decisões.
Há aproximadamente um ano, terminei com uma namorada, uma pessoa com quem eu mantive uma relação mais ou menos parecida com a relação mantida pelo casal do livro, acabei cortando relações com essa pessoa por causa (ou pelo menos foi que eu pensei na época), de sua ingenuidade e falta de segurança... E prometi a mim mesmo que voltaria a falar com ela dentro de um ano...
Creio que passei muito tempo me convencendo de que seria o certo a fazer, o certo para mim e para ela...
Acho realmente que não me faria bem tornar a vê-la, talvez isso quebrasse a minha certeza de que a coisa certa foi deixá-la, mas agora, após a leitura de um livro e alguns solitários momentos de reflexão no trem, a verdade me atingiu como um raio, agora sei que não quero me reencontrar com ela pois creio, que agora, lúcido do que sinto, que encontrá-la poderia estragar a lembrança do que tivemos, estragar o amor que eu senti, e, acreditem, eu sei que ela me amava também, pois eu sempre olho nos olhos das pessoas e os olhos, por mais brega que isso pareça são mesmo as janelas da alma. Um amor despreocupado, livre do mundo, livre dos tabus. Foi duro para mim voltar a ser meu "eu normal", ser como todo mundo, em busca de algo que não sei o que é, e muito menos quando vou encontrar.
Talvez encontrá-la seja devastador para mim, saber que fomos apenas mais um casal. Gostaria de pensar que sou diferente, mas a verdade é que não sou, sou um homem como qualquer outro, e não estou dizendo de forma alguma que os homens, ou as pessoas para ser mais abrangente, sejam iguais.
Coloco nestas linhas todo o meu desejo e a minha esperança de que tudo que eu vivi seja real pois para mim tudo que eu sinto é real. Guardo a certeza de que tudo que uma pessoa sente e pensa, se para ela é real e honesto, então é verdade, mesmo que seja apenas por uma fração de segundo.
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