Tenho pensado muito sobre muito coisa, e principalmente sobre a sociedade medíocre em que vivo, tenho escutado muito punk também...
Uma das coisas que tem me revoltado profundamente é o feminismo atual, apesar de ser teoricamente um movimento pela igualdade, ele se tornou uma caricatura de si mesmo, e me sinto um idiota por acreditar nessa modelo falido tanto tempo de minha vida, não estou dizendo que as mulheres não merecem igualdade, longe disso, fui criado num lar com responsabilidades divididas, com discussão e exposição de opinião, talvez por isso eu nunca tenha visto o lado feio do feminismo.
Acredito sim na igualdade, mas creio em igualdade acerca de tudo, não apenas de pontos interessantes, as pessoas tendem a confundir liberdade sexual com egos inflados, e prostituição descarada com ações politicamente corretas.
Pense em sua namorada, sua ficante ou simplesmente aquela garota que você está a fim, e imagine agora o que vou descrever: o que exatamente ela lhe fornece? Como talvez você pense "Ah, homem adora sexo, é isso que ela me fornece!", agora pense um pouco mais, além disso, o que ela lhe fornece? ela lhe dá companheirismo? ela lhe ajudou quando você estava precisando? ela entendeu quando você não pode fazer isso ou aquilo?
Francamente, a grande maioria dos relacionamentos é uma prostituição descarada, as mulheres vendem o corpo em troca de caronas de carro e pagamento de contas, como isso é diferente de uma mulher que vende sexo?
Além do mais os homens se tornaram verdadeiros monstros, destruidores de lares, abusadores, pervertidos, mal-carateres! Enfim, todos estes atributos perjorativos!
Como já disse sou um grande admirador da igualdade (se é que ela existe), mas francamente já estou cansado de nadar na merda que é nossa organização social todos os dias, e de ser desvalorizado por pensar diferente, a maioria das pessoas nem para pra ouvir as opiniões alheias!
mas isso é assunto para outro texto...
terça-feira, 29 de junho de 2010
sábado, 5 de dezembro de 2009
Ah... o Ego!
Ele era confuso, e pensativo e frequentemente se achava nadando nos próprios pensamentos, também era egoísta e mimado, a vida o ensinara a ser assim, lhe ensinara também que só duas ou três pessoas no seu mundo conhecido realmente se preocupavam com os problemas alheios, também não via muito sentido nas pessoas, era um observador, notava sempre os olhares desejosos em direção as garotas parcamente vestidas, e sempre via os olhares de juiz e júri pairando sobre pessoas incomuns.
Ocasionalmente se detinha algum tempo nos olhos de alguém, e imaginava como seria sua vida se algo acontecesse e fizesse com que aquela pessoa se movesse em direção a ele, era já uma coisa tão comum aquela altura de sua vida que já estava acostumado aos frequentes olhares de desprezo e atitudes de indiferença, afinal, sabia, como quem sabe que um e um são dois, que com certeza não seria daquela vez que as coisas funcionariam, pois não era a primeira vez que acontecia, e, com certeza não seria a última, estava cansado de esperar, e sem muitas esperanças de encontrar o que procurava, para seu azar ainda havia alguma esperança em alguma parte dele que gostaria de arrancar a facadas, assassinar e enterrar onde ninguém jamais encontraria, infelizmente ainda não descobrira um punhal imaginário capaz de fazer isso.
Era confortável seguir o fluxo, e pretendia continuar assim até o sempre... mas nunca se sabe quando algo vai acontecer no meio do caminho e mudar tudo não é? e por isso continuava sempre ali, com sua boba parte de esperança tentando encontrar não se sabe bem o que...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Ah... O céu!
E ele pulou, como se soubesse voar.
E a cada metro mais próximo do chão, uma de suas ridículas preocupações efêmeras e mundanas se dissipava, e imaginava como seria se encontrar com Deus, ou não, já fazia algum tempo que não tinha certeza de alguma coisa, a única certeza que teve foi que não tinha nascido para lidar com aquilo.
Em plena tarde quente de quarta-feira, aquele dia irritante da semana, quando não se pode nem emendar o feriado, ele pairava sobre a cidade, e era uma vista linda! sempre havia sonha em voar, só não fazia parte do plano cair a uma aceleração de 9 m/s², mas tudo bem mesmo assim sentia a brisa no rosto, que aquela altura já era um verdadeiro tufão, e sentia seus problemas se esvaírem no vento.
e mais ou menos na metade do caminho, com um sorriso no rosto, pensou: "finalmente livre!"
sábado, 19 de setembro de 2009
Ah... O cérebro
Estava pensando hoje sobre como somos seres efêmeros... por exemplo, se ocorrer qualquer tipo de problema com nossas cabeças o que sobrará de nós?
Pensando nesse intrincado tema eu escrevi isso:
Eles estava desnorteado, não sabia bem o por qual motivo aquilo acabara de ocorrer. Pelos destroços e restos de ferro retorcido era óbvio que acabara de se envolver num acidente de carro, e sentia cheiro de fumaça, e de gasolina, não se lembrava de muita coisa coisa mas definitivamente lembrava que a combinação de fogo e gasolina não era boa, e correu, correu tudo que suas pernas cansadas e feridas aguentaram, e se escondeu, como se sua vida dependesse disso (e de fato dependia). Ouviu a explosão. E sentiu o vento da onda de choque passar furioso, desarrumando seus cabelos.
Agora que tinha escapado por segundos da senhora da foice parou e se perguntou, quem sou eu? por que estou aqui?
Aquelas perguntas o deixavam inquieto, não sabia mais quem era, seus sonhos ou aspirações, seus objetivos e planos para o futuro, seu passado! e se houvessem pessoas de quem gostava naquele veículo? Nem conseguiria chorar a sua morte! E andaria pelo mundo como uma casca vazia, sem passado, sem futuro, sem sonhos...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ah... A rotina!
Ela estava lá. Jogada num canto de um trilho mal iluminado. Estava lá.Reclamava constantemente da vida, de como as situações e as pessoas sempre eram injustas com ela, de como sua existência não passava de um grão de areia nessa gigantesca torrente de vontades, de emoções, de pessoas que é chamada vida, achava sempre que simplesmente existia, assim, por existir, como se não fizesse diferença o que sentia, o que passava, o que fazia, que simplesmente estava lá, assim por estar. Todo dia fazia o mesmo trajeto para o trabalho, fazia a mesma coisa, falava sobre as mesmas pessoas, e sempre lá, reclamando da enfadonha rotina, não que a rotina a sufocasse ou incomodasse o suficiente para que fizesse algo a respeito. Pretendia arrumar um marido como quem compra um carro, com certos acessórios de série, que não consumisse muito combustível e que requeresse pouca ou nenhuma manutenção. Tinha pouco ou nenhum sonho para o futuro. Fazia sua faculdade sem esperança, simplesmente porque foi uma imposição de terceiros, não via objetivo naquilo, afinal, não pretendia trabalhar de qualquer forma, pretendia casar com seu marido automotor de modelo escolhido a dedo, e depois, virar uma dona de casa exemplar, com marido e filhos, aprenderia a fazer tricô, para confeccionar toucas, cachecóis e afins para seus filhos exemplares, e fofocaria sobre as vidas alheias, e assistiria à televisão, teria preconceitos e iria à igreja como todas as pessoas fazem. Tinha tudo muito bem planejado. Mas algo nos seus cálculos não batia, quando descobriu que tinha uma doença muito grave, daquelas que só uma ínfima parte dos doentes escapa viva, e agora, estava lá, jogada nos trilhos, atrasando a vida de tantas pessoas como ela.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ah... O ócio!
Estou atualmente desempregado, o que me dá muito tempo ocioso, até mesmo muito mais do que eu gostaria. Eu já estou ficando desesperado por não ter o que fazer! Então decidi fazer pesquisas sobre o ócio, e acabei descobrindo que até estar ocioso é complicado nos dias de hoje.
Eu li um trabalho de conclusão de curso de alguém que não lembro o nome, esse trabalho citava várias frases de um monte de gente antiga e que falava de forma excessivamente rebuscada. Enfim, a pesquisa diz que é possivel obter lazer mesmo no trabalho, dependendo do quanto você gosta do seu trabalho e de quão alienante é ele.
Eu concordo com a pesquisa que um trabalho não alienante em que você possa exercitar a sua criatividade é ótimo. Mas nós sabemos que as coisas não são assim tão simples. Por exemplo, se você for um publicitário você execitará a criatividade o tempo todo, mas sempre terá os prazos a cumprir, e terá que trabalhar faça chuva ou faça sol, e obrigar sua criatividade a funcionar mesmo nos seus dias menos inspirados, ou seja, lá se foi a diversão do seu trabalho por água a baixo.
No entanto eu achei a pesquisa muito acertiva quando falavam sobre o ócio em si, como tempo livre, eles dizem que o cérebro não foi feito para ficar parado, e que fazendo isso você acaba prejudicando a capacidade de funcionamento do cérebro (ou algo assim), como eu estou fazendo nesse momento com o meu ócio nada criativo.
Enfim, talvez o ócio criativo fosse possível se vivessemos numa sociedade menos preocupada com dinheiro e mais com as pessoas, e onde todos pelo menos tentassem ser honestos e um pouco compreensivos com os problemas e dificuldades alheios...
Eu li um trabalho de conclusão de curso de alguém que não lembro o nome, esse trabalho citava várias frases de um monte de gente antiga e que falava de forma excessivamente rebuscada. Enfim, a pesquisa diz que é possivel obter lazer mesmo no trabalho, dependendo do quanto você gosta do seu trabalho e de quão alienante é ele.
Eu concordo com a pesquisa que um trabalho não alienante em que você possa exercitar a sua criatividade é ótimo. Mas nós sabemos que as coisas não são assim tão simples. Por exemplo, se você for um publicitário você execitará a criatividade o tempo todo, mas sempre terá os prazos a cumprir, e terá que trabalhar faça chuva ou faça sol, e obrigar sua criatividade a funcionar mesmo nos seus dias menos inspirados, ou seja, lá se foi a diversão do seu trabalho por água a baixo.
No entanto eu achei a pesquisa muito acertiva quando falavam sobre o ócio em si, como tempo livre, eles dizem que o cérebro não foi feito para ficar parado, e que fazendo isso você acaba prejudicando a capacidade de funcionamento do cérebro (ou algo assim), como eu estou fazendo nesse momento com o meu ócio nada criativo.
Enfim, talvez o ócio criativo fosse possível se vivessemos numa sociedade menos preocupada com dinheiro e mais com as pessoas, e onde todos pelo menos tentassem ser honestos e um pouco compreensivos com os problemas e dificuldades alheios...
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Ah... A competição!
Existem pessoas na face desse nosso mundo bizarro para as quais a derrota não é uma opção!
E eu não estou falando de derrota em coisas "importantes" como a vaga de um emprego ou algo do gênero, estou falando de derrota em QUALQUER aspecto de sua vida pessoal ou profissional. No decorrer da descrição com certeza você vai identificar algum amigo seu assim.
A pessoa que nao perde é aquela que sempre inventas as mais escrotas historias, simplesmente para não sair por baixo. Ela tem sempre os amigos mais divertidos, as melhores roupas, as bebedeiras mais fabulosas e as ressacas mais fantasticas, enfim, é realmente um ser humano superior, muito acima de você e de sua ridícula vida suburbana rotineira.
Algumas pessoas usam as derrotas como base de aprendizado para futuras vitórias, outras, como essas citadas acima, as usam como base de suas escabrosas histórias fantásticas sobre como na verdade foi ela, e não São Jorge, quem matou o dragão.
Pessoas assim são realmente impressionantes, e dignas de pena eu diria, afinal esta pessoa não tem vida o suficiente nem para ter historias próprias não?
E eu não estou falando de derrota em coisas "importantes" como a vaga de um emprego ou algo do gênero, estou falando de derrota em QUALQUER aspecto de sua vida pessoal ou profissional. No decorrer da descrição com certeza você vai identificar algum amigo seu assim.
A pessoa que nao perde é aquela que sempre inventas as mais escrotas historias, simplesmente para não sair por baixo. Ela tem sempre os amigos mais divertidos, as melhores roupas, as bebedeiras mais fabulosas e as ressacas mais fantasticas, enfim, é realmente um ser humano superior, muito acima de você e de sua ridícula vida suburbana rotineira.
Algumas pessoas usam as derrotas como base de aprendizado para futuras vitórias, outras, como essas citadas acima, as usam como base de suas escabrosas histórias fantásticas sobre como na verdade foi ela, e não São Jorge, quem matou o dragão.
Pessoas assim são realmente impressionantes, e dignas de pena eu diria, afinal esta pessoa não tem vida o suficiente nem para ter historias próprias não?
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