sábado, 5 de dezembro de 2009

Ah... o Ego!

Ele era confuso, e pensativo e frequentemente se achava nadando nos próprios pensamentos, também era egoísta e mimado, a vida o ensinara a ser assim, lhe ensinara também que só duas ou três pessoas no seu mundo conhecido realmente se preocupavam com os problemas alheios, também não via muito sentido nas pessoas, era um observador, notava sempre os olhares desejosos em direção as garotas parcamente vestidas, e sempre via os olhares de juiz e júri pairando sobre pessoas incomuns.

Ocasionalmente se detinha algum tempo nos olhos de alguém, e imaginava como seria sua vida se algo acontecesse e fizesse com que aquela pessoa se movesse em direção a ele, era já uma coisa tão comum aquela altura de sua vida que já estava acostumado aos frequentes olhares de desprezo e atitudes de indiferença, afinal, sabia, como quem sabe que um e um são dois, que com certeza não seria daquela vez que as coisas funcionariam, pois não era a primeira vez que acontecia, e, com certeza não seria a última, estava cansado de esperar, e sem muitas esperanças de encontrar o que procurava, para seu azar ainda havia alguma esperança em alguma parte dele que gostaria de arrancar a facadas, assassinar e enterrar onde ninguém jamais encontraria, infelizmente ainda não descobrira um punhal imaginário capaz de fazer isso.

Era confortável seguir o fluxo, e pretendia continuar assim até o sempre... mas nunca se sabe quando algo vai acontecer no meio do caminho e mudar tudo não é? e por isso continuava sempre ali, com sua boba parte de esperança tentando encontrar não se sabe bem o que...