Ocasionalmente se detinha algum tempo nos olhos de alguém, e imaginava como seria sua vida se algo acontecesse e fizesse com que aquela pessoa se movesse em direção a ele, era já uma coisa tão comum aquela altura de sua vida que já estava acostumado aos frequentes olhares de desprezo e atitudes de indiferença, afinal, sabia, como quem sabe que um e um são dois, que com certeza não seria daquela vez que as coisas funcionariam, pois não era a primeira vez que acontecia, e, com certeza não seria a última, estava cansado de esperar, e sem muitas esperanças de encontrar o que procurava, para seu azar ainda havia alguma esperança em alguma parte dele que gostaria de arrancar a facadas, assassinar e enterrar onde ninguém jamais encontraria, infelizmente ainda não descobrira um punhal imaginário capaz de fazer isso.
Era confortável seguir o fluxo, e pretendia continuar assim até o sempre... mas nunca se sabe quando algo vai acontecer no meio do caminho e mudar tudo não é? e por isso continuava sempre ali, com sua boba parte de esperança tentando encontrar não se sabe bem o que...