Pensando nesse intrincado tema eu escrevi isso:
Eles estava desnorteado, não sabia bem o por qual motivo aquilo acabara de ocorrer. Pelos destroços e restos de ferro retorcido era óbvio que acabara de se envolver num acidente de carro, e sentia cheiro de fumaça, e de gasolina, não se lembrava de muita coisa coisa mas definitivamente lembrava que a combinação de fogo e gasolina não era boa, e correu, correu tudo que suas pernas cansadas e feridas aguentaram, e se escondeu, como se sua vida dependesse disso (e de fato dependia). Ouviu a explosão. E sentiu o vento da onda de choque passar furioso, desarrumando seus cabelos.
Agora que tinha escapado por segundos da senhora da foice parou e se perguntou, quem sou eu? por que estou aqui?
Aquelas perguntas o deixavam inquieto, não sabia mais quem era, seus sonhos ou aspirações, seus objetivos e planos para o futuro, seu passado! e se houvessem pessoas de quem gostava naquele veículo? Nem conseguiria chorar a sua morte! E andaria pelo mundo como uma casca vazia, sem passado, sem futuro, sem sonhos...